Fotos do Portal Costa Branca
Bandeira Branca
Max Nunes / Laércio Alves
Bandeira branca, amor
Não posso mais.
Pela saudade
Que me invade eu peço paz.
Bandeira branca, amor
Não posso mais.
Pela saudade
Que me invade eu peço paz.
Saudade, mal de amor, de amor
Saudade, dor que dói demais
Vem, meu amor
Bandeira branca eu peço paz.
Bandeira branca, amor
Não posso mais.
Pela saudade
Que me invade eu peço paz.
Bandeira branca, amor
Não posso mais.
Pela saudade
Que me invade eu peço paz.
Bandeira Branca para o Ivipanim Clube de Areia Branca!
O histórico e bravo Ivipanim Clube de Areia Branca deu a todos nesta última sexta-feira, 12, na abertura do Carnaval da Saudade, uma inequívoca demonstração de que está vivo e resiste ao tempo recebendo em seu salão, saudosos e fiéis foliões areia-branquenses.
Logo na primeira música, os músicos não deixaram por menos e caprichando no repertório, levaram ao salão ávidos e apressados pierrôs, alerquins e colombinas que não podiam nem queriam perder tempo. Mesmo em sua décima primeira edição, o Baile da Saudade continuará sendo uma imperdível viagem no tempo, possibilitada pela quase solitária mas bem vinda e necessária persistência do areia-branquense Rogério Edmundo, atual presidente do clube, um abnegado que insiste em acreditar que a modernidade das bandas voltadas para o público jovem é absolutamente compatível com o frevo e marchinhas tocadas pelos músicos, ao vivo, no salão do único clube social de Areia Branca.
A alegria e a animação que tomaram conta de todos os foliões presentes é uma afirmação inconteste de que a festa tem que continuar, prestigiada que foi por tantos que lotaram o salão do Ivipanim. A festa carnavalesca foi além de seus objetivos, na medida em que reuniu famílias, promoveu encontro de amigos que há muito tempo não se viam, adicionando um ingrediente muito agradável em uma festa super descontraída, onde a palavra de ordem foi diversão. O clima predominante era de total descontração e tranqüilidade onde as tristezas e mágoas eventuais foram substituídas por um ambiente de bem estar e de total confraternização.
O Ivipanim continua sendo um patrimônio cultural de inestimável valor para todos especialmente para os areia-branquenses que ao longo do tempo prestigiam seus eventos e sua história. Sua importância social é muito grande mas suas instalações físicas sobrevivem com dificuldades e limitações e clama por uma urgente restauração, sendo uma excelente oportunidade para um projeto de parceria para ampliação vertical de seu espaço com o objetivo de associar a utilidade social a ações efetivas na área cultural. Um desafio que é de todos os areia-branquenses e que bem poderia ser abraçado pelo poder público municipal. Nesse sentido, o reconhecimento da instituição como de Utilidade Pública nos níveis Estadual e Municipal já é uma realidade, o que o habilita a receber dotações orçamentárias estadual e/ou municipal capazes de viabilizar sua restauração e ampliação.
Aos que tentaram destruí-lo literalmente e entregar o terreno à ambição comercial de forasteiros, a exemplo da ex-quadra de esportes Maria Duarte (atual INSS), lastimamos tal atitude e lembramos que o amor dos areia-branquenses por seu único clube social, espaço de inesquecíveis encontros da família areia-branquense, haverá de garantir sua preservação pois estará sempre acima de interesses menores.
O Ivipanim é nosso. É de todos os areia-branquenses.
Alcindo de Souza


