Na recente entrevista de Ciro Gomes, concedida à jornalista Maria Godoy, esta parte, por alguma razão, não foi ao ar. Não se sabe se por seu contundente conteúdo relacionado ao Judiciário. Confira!
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Ciro "Metralhadora" II: O que não foi ao ar!
Na recente entrevista de Ciro Gomes, concedida à jornalista Maria Godoy, esta parte, por alguma razão, não foi ao ar. Não se sabe se por seu contundente conteúdo relacionado ao Judiciário. Confira!
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Mantra: "Não tenho conta!"
Charge: Ivan Cabral
Há diversos significados ou definições para a palavra mantra. Um deles, é a tentativa de através da repetição deliberada, de transformar uma mentira em uma verdade. Às vezes se consegue o efeito esperado.
Ultimamente, o cenário político tem disponibilizados alguns desses casos: "Eu não sei!". "Eu não ví!" e o mais famoso deles: "Eu não sabia!". Tudo regado a uma generosa dose de cinismo.
Há diversos significados ou definições para a palavra mantra. Um deles, é a tentativa de através da repetição deliberada, de transformar uma mentira em uma verdade. Às vezes se consegue o efeito esperado.
Ultimamente, o cenário político tem disponibilizados alguns desses casos: "Eu não sei!". "Eu não ví!" e o mais famoso deles: "Eu não sabia!". Tudo regado a uma generosa dose de cinismo.
sábado, 18 de junho de 2016
Ciro "Metralhadora": Amado ou odiado, vale a pena ser ouvido
Ciro Gomes: "Metralhadora" humana em ação
Impactante e radical em seus pontos de vista, revela dados e informações curiosas de quem não é amador na arte da política. Ao ponto de revelar que prefere recorrer ao palavrão do que pegar em armas. É do seu estilo.
A entrevista corajosa à jornalista Marian Godoy choca pela gravidade dos temas tratados relacionados à vida de todos os brasileiros.
Até para ampliar conhecimentos e formar opinião, vale a pena ouvi-lo, independente de odiá-lo ou amá-lo.
Afinal, informação nunca é demais e se constitui na mais eficaz ferramenta para se ter opinião.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Arena das Dunas: Clássico dos clássicos: Flamengo x Fluminense
Imagem ilustrativa
Confirmado. Será no próximo dia 26, Domingo, às 16 horas, o clássico dos clássicos do futebol brasileiro. Flamengo e Fluminense se enfrentarão no Arena das Dunas, partida válida pelo Campeonato Brasileiro.
A dinâmica implantada ao calendário esportivo há alguns anos, pela Confederação Brasileira de Futebol, possibilita que torcedores nos estados tenham a rara oportunidade de assistir a seus times do eixo Rio e São Paulo.
Com expressiva torcida espalhada por todo o Brasil, o clássico Fl x Flu deverá ter casa cheia no belíssimo estádio Arena das Dunas.
Confirmado. Será no próximo dia 26, Domingo, às 16 horas, o clássico dos clássicos do futebol brasileiro. Flamengo e Fluminense se enfrentarão no Arena das Dunas, partida válida pelo Campeonato Brasileiro.
A dinâmica implantada ao calendário esportivo há alguns anos, pela Confederação Brasileira de Futebol, possibilita que torcedores nos estados tenham a rara oportunidade de assistir a seus times do eixo Rio e São Paulo.
Com expressiva torcida espalhada por todo o Brasil, o clássico Fl x Flu deverá ter casa cheia no belíssimo estádio Arena das Dunas.
Segurança Pública: Estatuto de Desarmamento reduziu mortes no Brasil
Estatística: Redução em 15,4% das mortes por armas de fogo no Brasil
Com a máxima vênia, como diz os operadores do Direito, há controvérsia. As estatísticas oficiais apontam que de 2.003, quando entrou em vigor a Lei 10.826, o Estatuto do Desarmamento, até 2012, houve uma redução dos crimes com armas de fogo.
Como as pesquisas no Brasil, salvo exceções, sofrem os efeitos duvidosos das conveniências de quem as encomendam ou de quem as pagam, surgem motivos para se desconfiar da credibilidade dos números, tais são os critérios adotados, passíveis de manipulação motivados por interesses convenientes.
Ao promover o desarmamento do cidadão, o mínimo que o Estado teria que garantir era a real segurança da população em níveis pelo menos suportáveis. Na prática, isso não ocorreu para o cidadão comum.
A realidade desafia, portanto, os números. Não se trata de apologia ao uso indiscriminado de armas de fogo. Afinal, o cidadão de bem não precisa de armas de fogo para sua defesa pessoal e patrimonial. Desde que, recebesse do Estado a indispensável segurança de vida e do seu patrimônio, de resto, garantida no papel, pela Constituição cidadã de 1.988.
Para o criminoso, a idéia como infrator imediato da lei, é de que o cidadão não possui armas porque não pode, abrindo caminho e redução de risco para sua atividade criminosa. Algo como: eu, bandido, posso. O cidadão, não!
A colocação pode ser chamada de simplista por alguns, mas é incontestavelmente real.
Com a máxima vênia, como diz os operadores do Direito, há controvérsia. As estatísticas oficiais apontam que de 2.003, quando entrou em vigor a Lei 10.826, o Estatuto do Desarmamento, até 2012, houve uma redução dos crimes com armas de fogo.
Como as pesquisas no Brasil, salvo exceções, sofrem os efeitos duvidosos das conveniências de quem as encomendam ou de quem as pagam, surgem motivos para se desconfiar da credibilidade dos números, tais são os critérios adotados, passíveis de manipulação motivados por interesses convenientes.
Ao promover o desarmamento do cidadão, o mínimo que o Estado teria que garantir era a real segurança da população em níveis pelo menos suportáveis. Na prática, isso não ocorreu para o cidadão comum.
A realidade desafia, portanto, os números. Não se trata de apologia ao uso indiscriminado de armas de fogo. Afinal, o cidadão de bem não precisa de armas de fogo para sua defesa pessoal e patrimonial. Desde que, recebesse do Estado a indispensável segurança de vida e do seu patrimônio, de resto, garantida no papel, pela Constituição cidadã de 1.988.
Para o criminoso, a idéia como infrator imediato da lei, é de que o cidadão não possui armas porque não pode, abrindo caminho e redução de risco para sua atividade criminosa. Algo como: eu, bandido, posso. O cidadão, não!
A colocação pode ser chamada de simplista por alguns, mas é incontestavelmente real.
Celebridade: "Tia Eron resolve!"
Deputada Federal (PRB): Eronildes Vasconcelos Carvalho: "Tia Eron resolve!"
Transformada em celebridade política de um dia para o outro, a professora evangélica se viu repentinamente alçada à condição de celebridade política, ao votar ontem, 14, no Conselho de Ética da Câmara Federal, pela cassação do mandado do presidente afastado da mesma Câmara Federal, Eduardo Cunha.
Didática, ela soube manter em segredo até o último minuto de sua fala, o seu decisivo voto pela cassação do referido parlamentar, ato bastante comemorado no plenário do Conselho de Ética, o assegurar o placar de 11 votos favor da cassação contra 09 contra.
Segundo o The Piaui Herald, publicação piauiense, a consagração da Tia Eron terá continuidade quando a mesma desfilará em carro de bombeiro por dez cidades do Piauí, prováveis redutos eleitorais da parlamentar que com uma postura realmente republicana, honrou o partido a que é filiada, o PRB - Partido Republicano Brasileiro.
"É tiaaaaa, é tiaaaaaa, é tiaaaaa Eron!", como diria Galvão Bueno.
Transformada em celebridade política de um dia para o outro, a professora evangélica se viu repentinamente alçada à condição de celebridade política, ao votar ontem, 14, no Conselho de Ética da Câmara Federal, pela cassação do mandado do presidente afastado da mesma Câmara Federal, Eduardo Cunha.
Didática, ela soube manter em segredo até o último minuto de sua fala, o seu decisivo voto pela cassação do referido parlamentar, ato bastante comemorado no plenário do Conselho de Ética, o assegurar o placar de 11 votos favor da cassação contra 09 contra.
Articulada e com capacidade de se expressar acima da média dos parlamentares, aproveitou ao máximo seus minutos de fama e exaltou o papel feminino ao falar em voz alta: "Tia Eron resolve!" em surpreendente terceira pessoa, linguagem própria e quase exclusiva de jogadores de futebol.
Segundo o The Piaui Herald, publicação piauiense, a consagração da Tia Eron terá continuidade quando a mesma desfilará em carro de bombeiro por dez cidades do Piauí, prováveis redutos eleitorais da parlamentar que com uma postura realmente republicana, honrou o partido a que é filiada, o PRB - Partido Republicano Brasileiro.
"É tiaaaaa, é tiaaaaaa, é tiaaaaa Eron!", como diria Galvão Bueno.
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Brasil: BNDES e seus contratos secretos
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social: criado para incentivo e financiamento do desenvolvimento social e econômico no Brasil
Deu no "Diário do Poder":
"Apesar de o dinheiro ser do BNDES, órgãos de controle brasileiros não podem auditar obras de Odebrecht no exterior"
"Eram "secretos" o contrato do BNDES com a Odebrecht e os "acordos bilaterais" com países como Cuba, Venezuela, etc, que os autorizava"
Nota da Redação: Como assim? O dinheiro do povo brasileiro, administrado pelo BNDES para incentivar e financiar o desenvolvimento do Brasil eram destinados a países ditatoriais como Cuba, Venezuela, Bolívia entre outras ditaduras, através de contratos secretos.
Quais razões justificariam ser secretos tais contratos? O dinheiro não é público? Do imposto pago pelo povo brasileiro?
Tais fatos ajudam a compreender parte das causas da gravíssima situação em que se encontra o país. Não há economia que resista a tantas e inconsequentes irresponsabilidades com a coisa pública.
E ainda há quem convenientemente acredite que não há crime de responsabilidade.
Por fim, ideologia não é o fundamento mais indicado para sustentação da economia de um país.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Impeachment: Preciosismo jurídico parlamentar ou procrastinação?
Senadores Raimundo Lira e Antonio Anastazia. Presidente e Relator da Comissão
Em curso no Senado Federal, a reunião da comissão processante do impeachment, em que pese a importância e a relevância da missão de julgar a presidente afastada Dilma Roussef, tem disponibilizado inúmeros maus exemplos por parte de algumas de suas excelências senhoras e senhores senadores componentes da referida comissão.
Há de ser reconhecido o enorme esforço e a imensurável paciência tanto do Senador Raimundo Lira, que preside os trabalho, como o relator o senador Antonio Anastazia, Quase em vão para consegur dar continuidade aos trabalhos.
A bancada de senadores petistas composta pelos senadores Humberto Costa, Lindberg Farias, Fátima Bezerra, Gleysi Hofmann e Vanessa Graziotin, além do ex-ministro da AGU José Eduardo Cardoso, agora advogado da presidente afastada, sob o pretexto de fazer uma eficiente defesa, têm ido além do mínimo do princípio da razoabilidade, valor presente e adotado pelos juízes ao julgar um processo. As repetidas iniciativas de cada um dos componentes da defesa extrapolam o bom senso, gerando dificuldades quase intransponível à presidência dos trabalhos, ao interromperem deliberadamente e a conta gota a condução do rito que foi inclusive aprovado pelo Supremo Tribnnal Federal, antes mesmo do início do processo na Câmara e no Senado.
É indiscutível a necessidade de ser garantida a mais ampla e irrestrita defesa da presidente Dilma Roussef. E tem sido assim, tal o cuidado revelado pela mesa na disposição intransigente de garantir a plena defesa.
Ao senso comum de quem assiste e consegue ter isenção, a avaliação predominante é de que não trata-se apenas de preciosismo ou competência jurídica, mas a deliberada intenção da bancada do PT de prolongar demasiadamente o processo com a intenção clara de por decurso de prazo, ocorrer o retorno ao poder da presidente afastada.
Considerando que só existe uma verdade dos fatos, que esta prevaleça, independente da retórica parlamentar ou da competência jurídica de algumas de suas excelências.
Em curso no Senado Federal, a reunião da comissão processante do impeachment, em que pese a importância e a relevância da missão de julgar a presidente afastada Dilma Roussef, tem disponibilizado inúmeros maus exemplos por parte de algumas de suas excelências senhoras e senhores senadores componentes da referida comissão.
Há de ser reconhecido o enorme esforço e a imensurável paciência tanto do Senador Raimundo Lira, que preside os trabalho, como o relator o senador Antonio Anastazia, Quase em vão para consegur dar continuidade aos trabalhos.
A bancada de senadores petistas composta pelos senadores Humberto Costa, Lindberg Farias, Fátima Bezerra, Gleysi Hofmann e Vanessa Graziotin, além do ex-ministro da AGU José Eduardo Cardoso, agora advogado da presidente afastada, sob o pretexto de fazer uma eficiente defesa, têm ido além do mínimo do princípio da razoabilidade, valor presente e adotado pelos juízes ao julgar um processo. As repetidas iniciativas de cada um dos componentes da defesa extrapolam o bom senso, gerando dificuldades quase intransponível à presidência dos trabalhos, ao interromperem deliberadamente e a conta gota a condução do rito que foi inclusive aprovado pelo Supremo Tribnnal Federal, antes mesmo do início do processo na Câmara e no Senado.
É indiscutível a necessidade de ser garantida a mais ampla e irrestrita defesa da presidente Dilma Roussef. E tem sido assim, tal o cuidado revelado pela mesa na disposição intransigente de garantir a plena defesa.
Ao senso comum de quem assiste e consegue ter isenção, a avaliação predominante é de que não trata-se apenas de preciosismo ou competência jurídica, mas a deliberada intenção da bancada do PT de prolongar demasiadamente o processo com a intenção clara de por decurso de prazo, ocorrer o retorno ao poder da presidente afastada.
Considerando que só existe uma verdade dos fatos, que esta prevaleça, independente da retórica parlamentar ou da competência jurídica de algumas de suas excelências.
Agora, vai: Preso o Japonês da PF
Policial emblemático, presente nas prisões da Operação Lava Jato
Como Newton Ishii, passará como um ilustre desconhecido onde for. Como o Japonês da Federal e que ficou conhecido durante a Operação Lava Jato, tornou-se famoso e alvo de aplausos, pedidos para fotografia, e outras homenagens Brasil afora, tal sua popularidade a partir das primeiras prisões de altos figurões da República, quando sempre aparecia conduzindo os presos para a Polícia Federal, em Curitiba.
A prisão ocorreu ontem, 7, em cumprimento ao mandado expedido pela Vara de Execução Penal da Justiça Federal, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
Está detido na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense. Ishii foi condenado a quatro anos, dois meses e 21 dias em virtude da Operação Sucuri, que descobriu seu envolvimento na facilitação de entrada de contrabando no país.
Como Newton Ishii, passará como um ilustre desconhecido onde for. Como o Japonês da Federal e que ficou conhecido durante a Operação Lava Jato, tornou-se famoso e alvo de aplausos, pedidos para fotografia, e outras homenagens Brasil afora, tal sua popularidade a partir das primeiras prisões de altos figurões da República, quando sempre aparecia conduzindo os presos para a Polícia Federal, em Curitiba.
A prisão ocorreu ontem, 7, em cumprimento ao mandado expedido pela Vara de Execução Penal da Justiça Federal, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
Está detido na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense. Ishii foi condenado a quatro anos, dois meses e 21 dias em virtude da Operação Sucuri, que descobriu seu envolvimento na facilitação de entrada de contrabando no país.
O destaque a considerar é o de que os fatos políticos e policiais nos últimos tempos no Brasil nos induzem a acreditar que o país realmente mudou, na medida em que constatamos que alguns brasileiros que sempre se sentiram e agiram como brasileiros intocáveis, foram atingidos pela justiça brasileira.
Não foram poucas vezes que ouvimos e o que esperamos é que continue assim. Afinal possamos acreditar "que todos são iguais perante a lei".
A situação é aplicável também segundo um velho e conhecido adágio popular que diz:: "quem com o ferro fere, com o mesmo será ferido".
É o caso.
A situação é aplicável também segundo um velho e conhecido adágio popular que diz:: "quem com o ferro fere, com o mesmo será ferido".
É o caso.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
Internet: Estabelecendo limites com criatividade
Inegável que um dos grandes desafios para os pais na éra da internet - o maior fenômeno da comunicação do século - é estabelecer limites ou tornar racional o uso da rede por seus filhos. Por ter características de uso reconhecidamente incontrolável, a navegação pela rede tem despertado há muito a preocupação com sua utilização sem limites por crianças, jovens e adultos.
Não são poucas as Catarinas ou Paulos que mundo afora, deliberadamente ou não, esquecem do tempo que permanecem à frente de seus múltiplos equipamentos de acesso às redes: Twitter, Instagram, Facebook lideram os aplicativos irresistivéis ao olhos e vontades das diversas gerações de usuários. Tudo mais é secundário e podem esperar. O que não conseguem é ficar sem acessar a tais formas de entretenimentos, a partir do acesso às respectivas senhas.
Não há dúvida quanto às possibilidades do aprendizado dos usuários no uso de tais ferramentas. A preocupação generalizada dos pais ou responsaveis é com o uso exagerado dos tais meios de relacionamentos virtuais.
É até possível que a iniciativa do Sr. Paulo atinja seu objetivo, na tentativa de estabelecer uma contra-partida com sua adorada Catarina, tal a disposição da mesma de "pagar" o preço de não ficar sem o acesso a um ou mais de seus aplicativos preferidos.
É a criatividade estabelecendo os indispensáveis limites na relação pai x filhos.
domingo, 29 de maio de 2016
sábado, 28 de maio de 2016
Brasil: Uma República com autoridades nada republicanas
Executivo, Legislativo e Judiciário: os poderes da República
O simples olhar sobre os fatos
diários do cenário político brasileiro nos leva invariavelmente a dúvidas
consistentes se o Brasil tem ou não jeito. E se tem, de que jeito?
Mesmo com enorme e patriótico esforço para identificarmos
saída, o otimismo do cidadão brasileiro é ao tempo todo bombardeado por atos e
fatos que minam as esperanças otimistas
que com todo o direito querem ter e viver não em outro país, mas em um Brasil
melhor.
Em um contexto devastador
politicamente falando, a cada dia constatamos que as decisões sobre a vida real
dos brasileiros permanecem nas mãos de parlamentares que não legislam – a menos
que em causa própria –, gestores que não administram – a menos que em obras
superfaturadas -, e autoridades que conspiram via iPhones e smartphones “emprestados”,
em diálogos condenáveis e nada republicanos.
Flagrados através de vídeos e
áudios autênticos, sem possibilidade de
fugir da própria imagem ou da voz, recorrem, todos, a negarem a sí mesmos, como se possível fosse
driblar suas próprias consciências. E insistem com indisfarçável cinismo em tentar
convencer que quando dizem sim, estão dizendo não. Suas defesas à luz de um
olhar mais atento soam como perfeitas confissões de culpa pela sua clara
inverossimilhança, através de uma
retórica que tenta subestimar a inteligência de quem os ouve ou lê.
A quem recorrer para alimentar a
combalida esperança brasileira de que sairemos dessa grave crise política e
institucional? Em um novo enorme esforço podemos acreditar que as instituições
estão funcionando. Permitam-me dizer que em parte, sim. A Polícia Federal,
Ministério Público e o Poder Judiciário sobrevivem em um sistema de governo com
enormes fragilidades advindas de um caríssimo Poder Legislativo que produz
muito pouco ou quase nada e um Poder Executivo até então rigorosamente
aparelhado em nome de um projeto de poder petista em que a meritocracia ou mais
especificamente, a competência técnica é solenemente ignorada. A prioridade
absoluta é acomodar a companheirada, exigiu sempre o poderoso chefão.
Resulta em imensa frustração e
sentimento de traição ao povo brasileiro, se tomar conhecimento dos áudios e
vídeos diários na imprensa nacional, esta sim, cumprindo um papel de enorme relevância com seu jornalismo investigativo, prestando valiosíssimo serviço ao
país.
A generalização traz consigo o
risco de possível injustiça cometida. Devemos, portanto, dar o crédito de que
toda regra deva existir exceção. Em relação a probidade com o erário público,
que deveria ser um valor humano obrigatório e não uma virtude, a quem das
atuais autoridades brasileiras devemos, por dever de justiça, distinguir como
exceção? Trabalho nada fácil, diria.
Diante de uma nova e grave
denúncia de ilegalidade por parte de algum homem público, ficamos na otimista
expectativa de uma justificativa consistente que nos faça acreditar na sua
inocência. E por maior dose de generosidade com a qual analisemos os fatos, as
defesas quase sempre não passam de um exercício de cinismo tentando defender o
indefensável.
A crise política brasileira
atinge em cheio ao bolso do cidadão, na medida em que a economia, enquanto uma
ciência humana, sofre os efeitos da desorganização na gestão do país, em que se
destacam dois fatores decisivos e igualmente danosos a qualquer nação:
ineficiência e corrupção.
O atual momento da vida
brasileira torna obrigatório recorrermos ao escritor inglês Thomas Morus
(07/02/1478-06/07/1535), cuja utopia era acreditar ser possível a existência de um lugar
próspero onde as pessoas pudessem viver livres e felizes.
Por suas potencialidades e por
cada um de seus habitantes, que esse utópico lugar possa ser o Brasil.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Ministério Temer: Governo de coalizão ou de colisão, eis a questão.
Ministério de Temer: politicamente pragmático
O governo Temer, recém assumido, já tornou-se alvo de severas críticas a começar pela
composição de seu ministério interino, sob a acusação de ter composto uma
equipe de governo quase que somente formada por políticos. Outra crítica talvez menos impactante mas com repercussão
negativa foi quanto a predominância do pretenso “machismo”, ao excluir as mulheres da
composição do ministério, fato que provocou a urgente providência de vários convites a
mulheres notáveis, especialmente para a Cultura. Algumas principalmente artistas, declinaram do convite.
Se faltou a Temer um suposto
apreço aos perfis técnicos, sobrou
pragmatismo político no processo de escolha. Constitucionalista e experiente
operador do Direito que é, o presidente interino, ex-parlamentar e
ex-presidente da Câmara de Deputados, conhece como poucos as nuances da
Democracia brasileira, com um sistema político em que o Congresso Nacional tem,
na linguagem comum, a última palavra.
Como assim? O regime político
brasileiro atual, respaldado pela Constituição Federal cidadã, de 1988, prevê
por exemplo, que ao aprovar uma lei, ainda que inaplicável, se vetada pelo
presidente da República, o Congresso Nacional tenha o poder de derrotar o veto
presidencial e portanto garantir sua vigência, independente de suas
consequências para a administração pública federal.
Na linha ainda programática, do
que adianta o presidente formar um ministério de notáveis, com reconhecida competência
técnica mas sem votos no Congresso Nacional. Simplesmente não governa. Foi
assim com o ex-presidente Collor de Melo e agora com Dilma Roussef.
Tal anomalia política, agravada
por um Congresso Nacional minado pelo indisfarçável fisiologismo dos trinta e cinco partidos políticos (*), tem como
consequências diretas o surgimento inevitável dos mensalinhos, mensalões e petrolões.
De novo, o atual sistema politico
vigente obriga invariavelmente, não apenas este, mas todos os governos, a
fazerem uma espécie de escolha de Sofia, ao optarem pela própria sobrevivência
política e compor uma equipe ministerial sem a presença de notáveis competentes
tecnicamente, mas com votos que podem garantir ou não a chamada
governabilidade.
Foi o que Temer fez.
(*) NR - Não há erro de digitação. O Brasil tem hoje 35 partidos. Outros 21 encontram-se em fase de formação.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Charge: Ele até que tentou... em vão!
Charge: Ivan Cabral
Não à toa que os grandes humoristas brasileiros afirmam que uma das maiores fontes de suas inspirações estão no cenário político brasileiro. Trata-se de inegável constatação.
O deputado federal e presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão deu sua contribuição esta semana, ao protagonizar o bizarro fato político em momento tão delicado da vida nacional, anulando a sessão do impeachment da Câmara dos Deputados para em menos de 24 horas anular sua própria iniciativa.
Com e sem emoção, a critério de cada interpretação dos fatos.
Não à toa que os grandes humoristas brasileiros afirmam que uma das maiores fontes de suas inspirações estão no cenário político brasileiro. Trata-se de inegável constatação.
O deputado federal e presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão deu sua contribuição esta semana, ao protagonizar o bizarro fato político em momento tão delicado da vida nacional, anulando a sessão do impeachment da Câmara dos Deputados para em menos de 24 horas anular sua própria iniciativa.
Com e sem emoção, a critério de cada interpretação dos fatos.
Impeachment: 107,2 milhões dizem "Tchau, Querida!"
Placar incontestável do impeachment, no Senado Federal, o fórum constitucional
Com a consistente maioria de 55 a favor e 22 contra, sobre a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma, o processo segue o seu curso, a partir de agora sob a presidência do ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandoski.
Em todas as intervenções dos parlamentares da base do governo Dilma, ouviu-se repetidamente a palavra "golpe", para manifestar o inconformismo sobre o andamento do impeachment, embora previsto na Constituição e reconhecido como um processo legal, portanto constitucional, pelo STF, corte máxima de justiçado país,
Foi repetido também à exaustão pelos parlamentares e militantes do PT, que não se poderia destituir a presidente Dilma por ela ter sido eleita por 54 milhões de brasileiros, como se esse fato por sí só a autorizasse a fazer o que bem entendesse, resultando no caos político e econômico atual.
Pois bem. O placar de 55x22, traz um dado revelador: os 55 senadores que votaram pelo prosseguimento do impeachment da presidente Dilma obtiveram pouco mais de 107 milhões de votos, numa analogia de uma representação popular bem maior do que os 54 milhões que a elegeram.
Respeitando-se todos os aspectos constitucionais no processo de julgamento no Senado Federal, com a continuidade da garantia da livre e ampla defesa, até por que agora sob a presidência do ministro Lewandoski, do Supremo Tribunal Federal, prossegue o julgamento para ao final de longos 6 meses, termos a previsível e definitiva conclusão do "Tchau, Querida!".
terça-feira, 10 de maio de 2016
Brasil: Menos, sua Excelência, Waldir Maranhão!
Waldir Maranhão - Um veterinário legislador e seus "atos" legislativos questionáveis
Com a devida máxima vênia, convenhamos, foi longe demais a sua Excelência o deputado federal Waldir Maranhão, do PP do Maranhão, presidente interino da Câmara dos Deputados. O dia 09 de maio de 2016, ontem, ficará na história do Congresso Nacional e na trajetória discutível do parlamentar, sim, parlamentar federal, como o dia da maior trapalhada legislativa do país.
Depois de uma suposta reunião com o Advogado Geral da União do ainda governo Dilma, José Eduardo Cardozo, e algumas generosas doses de Velho Barreiro, o até então desconhecido deputado federal surpreendeu o Brasil e o Mundo com sua estranhíssima decisão monocrática de simplesmente anular as sessões da Câmara Federal que por decisão do plenário com maioria inquestionável de 367 votos a favor e 137 contra, aprovou a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Roussef, e sua remessa para o julgamento pelo Senado Federal. Ritos que tiveram a aprovação do Supremo Tribunal Federal, corte máxima da justiça brasileira. Tudo dentro dos tramites legais previstos na Constituição Federal de 1988.
Depois das previsíveis consequências, a agonia inicial terminou na madrugada desta terça feira com a novamente imprevisível anulação do ato nulo, pelo próprio autor.
A pergunta que não quer calar, pela oportunidade do momento: não seria razoável exigir que um parlamentar seja federal, estadual ou municipal tenha formação jurídica para legislar?
As razões para o questionamento decorrem de que: um médico não precisa de ter o curso de Medicina para exercer a sua profissão? Um engenheiro, para construir dele não é exigido ter cursado Engenharia Civil? Um professor para lecionar não é indispensável ter o curso de Pedagogia ou Letras?
Ah, mas para ser político tem que ter voto! Ok! Democrático que seja assim. Mas seria minimamente razoável que além de votos, precisaria ter conhecimento jurídico para ser legislador.
Um veterinário - sua Excelência Waldir Maranhão,com todo respeito à digna profissão - não estaria no lugar errado?
A solução poderia ser mais simples do que até a exigênca formal com a mudança da lei: bastaria que o voto popular fosse esclarecido e levado a sério, sem a motivação dos bolsas-famílias e dos protestos que elegem Tiririca como um dos deputados fedemais mais votados. Incompreensível protesto!
Enquanto isso, mais, muito mais do que os divulgados 11 milhões de brasileiros estão desempregados e nenhum debate emergencial sério trata do assunto.
Sendo assim, todo o esforço para que o Brasil seja levado a sério, cai por terra.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Brasil: O pior da crise? O desemprego.
Desemprego: um drama real no Brasil.
As crises políticas, também no Brasil, são inevitavelmente cíclicas, pois se não assim fôsse estaríamos permanentemente vitimados por elas que se repetem ao longo da história do país.
Para a população brasileira, a atual crise política carrega um drama real e de consequências preocupantes - a crise do emprego. Esta sim, mais do que aquela, desafia os brasileiros a enfrentarem a própria sobrevivência, na medida em que o Governo não consegue evitar as consequências danosas da política na vida do cidadão brasileiro. Alguns dos seus programas sociais - como o Bolsa-Família - apresentam mais anomalias do que soluções.
Segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, órgão do governo, o número de desempregados chegou a 10,2 % da população do Brasil, o que significa 10, 4 milhões dos 205 milhões de brasieiros, estão desempregados.
Por ser um órgão do Estado, sua metodologia contempla critérios discutíveis aos olhos do brasileiro comum, para o qual se você não está trabalhando e tendo renda, não está empregado. Mas o governo convenientemente e por razões não convincentes, consideram por exemplo, que ambulantes e aqueles que vendem alimentos nos sinais de trânsito, não estão desempregados.
Mais: o IBGE considera que o trabalhador que está recebendo o seguro desemprego não está desempregado.
Em contra-partida, o DIESSE - Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos, que adota metodologia diferente, assegura que a taxa de desemprego no Brasil em março atingiu 14,7%, apontando significativa elevação da massa populacional desempregada. São critérios aparentemente mais convincentes pela independência da instituição responsável pela pesquisa.
A real impressão que se tem é de que os números são ainda maiores, uma vez que o universo pesquisado não inclue toda a população do país.
A natural saída para a redução do dramático quadro do desemprego no país, é óbvio, o crescimento econômico real, não esse fictício, demasiadamente propalado pelos políticos em seus discursos vãs.
Esse caminho, aparentemente único, passa obviamente pela superação da crise política, que se espera, possa acontecer o mais breve possível.
Afinal, os brasileiros merecem futuro melhor.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Extra! Extra!: A Anatel suspende bloqueio na banda larga fixa por tempo indeterminado
Deu na Folha:
A Agência Nacional de Telecomunicações emitiu nota proibindo as operadoras de banda larga fixa de bloquear as conexões que extrapolarem os limites de dados mensais. Por tempo indeterminado.
"Até a conclusão desse processo, por prazo indeterminado, as prestadoras continuam proibidas de reduzir a velocidade, suspender o serviço ou cobrar pelo tráfego excedente no caso em que os consumidores utilizarem toda franquia contratada, ainda que tais ações estejam previstas em contrato de adesão ou plano de serviço", assegura a agência reguladora das Telecomunicações no país.
Ainda que temporariamente, o consumidor brasileiro terá seus acessos à rede garantidos.
Excelente notícia para todos os internautas.
"Até
REVISTAS SEMANAIS: A corrupção impõe a pauta
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Ainda não será neste fim de semana que será possível aos leitores que recorrerem às principais revistas semanais, outra leitura que não a destacada corrupção do país, assunto de capa de Veja, Istoé, Época e Carta Capital. Depois de uma semana politicamente emblemática para o país e para os brasileiros, tornou-se inevitável permanecer no assunto, tamanha a sua relevância para a vida dos brasileiros.
Capaz de atender à curiosidade do mais ao menos atento leitor, são fartas as informações disponíveis, com o respaldo inegável que tem hoje a imprensa livre, que tem feito jus com justiça ao status do quarto poder, tal sua participação através do jornalismo investigativo, respaldado pelas garantias constitucionais do atual estado democrático do direito.
Saúde, Educação, Segurança Pública e Emprego, por exemplo, perdem espaço como tema para debates nacionais nos fóruns Brasil afora.
No atual contexto, o mais assustador é ouvir de delatores e envolvidos nos escândalos sob investigação, que o pior ainda está por vir. Por analogia, é razoavel imaginar que o fundo do poço da degradação política e social ainda é mais embaixo. À revelia dos brasileiros produtivos que trabalham e merecem um país melhor.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Pensando bem...
"... a Justiça continuou e continua a morrer todos os dias. Agora mesmo, neste instante em que vos falo, longe ou aqui ao lado, à porta da nossa casa, alguém a está matando. De cada vez que morre, é como se afinal nunca tivesse existido para aqueles que nela tinham confiado, para aqueles que dela esperavam o que da Justiça todos temos o direito de esperar: justiça, simplesmente justiça. Não a que se envolve em túnicas de teatro e nos confunde com flores de vã retórica judicialista, não a que permitiu que lhe vendassem os olhos e viciassem os pesos da balança, não a da espada que sempre corta mais para um lado que para o outro, mas uma justiça pedestre, uma justiça companheira quotidiana dos homens, uma justiça para quem o justo seria o mais exato e rigoroso sinônimo do ético, uma justiça que chegasse a ser tão indispensável à felicidade do espírito como indispensável à vida é o alimento do corpo..."
(José Saramago – Pensador Português)
NR: Seria demasiadamente utópico se desejar que no Brasil tenhamos um dia "justiça, simplesmente justiça"?
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