Notícias do Dia

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Constatação: não há o que discutir. Lula é mesmo "o cara"!




Sai escândalo, entra escândalo em Brasília, nas salas ao lado, em cima e em baixo do gabinete presidencial, mas nada penetra na intransponível imagem do presidente Lula. A auto blindagem é absoluta e aparentemente sem muito esforço e reconheçamos, por mérito próprio.

A pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje, 14, indica queo governo do presidente Lula foi avaliado de forma positiva por 78,4% da população, contra 77,5% em agosto. É o maior índice desde o início do governo, em 2003. Um total de 15,9% avaliaram o governo como regular, e 3,9% o consideraram negativo. A avaliação pessoal do presidente Lula se manteve estável em relação ao final de agosto. Entre os 2 mil entrevistados, 81,4% aprovam o desempenho pessoal do presidente, contra 12,2% que desaprovam. Outros 6,5% não responderam. Em agosto, o índice de desempenho pessoal de Lula foi de 80,5% e 14,4% de desaprovação. Outros 5,2% não responderam. O recorde absoluto de aprovação se deu em janeiro de 2009, quando Lula atingiu a marca de 84% de aprovação de seu governo. E aí ele pode dizer com total razão. "Nenhum presidente neste país, conseguiu tanto". Nesta afirmação, fala a verdade o Lula.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Fim de Noite: "Dust In The Wind""




O Fim de Noite de hoje vem de "Dust in the wind", com Paula Fernandes, uma das agradáveis revelações como cantora da música brasileira, nos últimos tempos. Vale a pena ouví-la. Boa noite!

Dust in the wind

All we are is dust in the wind
I close my eyes
Only for a moment,
And the moment's gone.
All my dreams,
Pass before my eyes, a curiousity.
Dust in the wind,
All they are is dust in the wind.
Same old song,
Just a drop of water in an endless sea.
All we do
Crumbles to the ground,
Though we refuse to see.
Dust in the wind,
All we are is dust in the wind.
Now, don't hang an
Nothing lasts forever
But the earth and sky.
It slips away
And all your money
Won't another minute buy.
Dust in the wind
All we are is dust in the wind.
Dust in the wind
Everything is dust in the wind.

Tradução

Poeira no vento
Todas as coisas são poeira no vento
Eu fecho meus olhos,
Apenas por um momento
E o momento desaparece
Todos os meus sonhos
Passam na frente dos meus olhos em curiosidade
Poeira no vento
Tudo o que eles são é poeira no vento
A mesma velha música
Apenas uma gota de água num mar sem fim
Tudo o que nós fazemos
Despedaça-se no chão
Embora nos recusemos a enxergar
Poeira no vento
Tudo o que nós somos é poeira no vento
Não se segure,
Nada dura para sempre
A não ser a terra e o céu
Deslizam para fora
E todo o seu dinheiro
Não vai comprar mais um minuto
Poeira no vento
Tudo o que somos é poeira no vento
Poeira no vento
Todas as coisas são poeira no vento

Eleições 2010: TSE libera e recomenda a "cola"




A eleição de 3 de outubro próximo exigirá atenção dos eleitores, tendo em vista que cada eleitor digitará 6 sequências de número para os respectivos cargos proporcionais e majoritários.
Inicia digitando 5 números para definir o Deputado Estadual;
A segunda digitação de 4 números para escolher o Deputado Federal;
Em seguida, digitará 3 números para decidir sobre o seu Senador, repetindo outra digitação com outros 3 números para votar no segundo Senador;
Na sequência, digitará 2 números para escolher o Governador; e finalmente,
Por último, digitará os 2 números finais para escolher o Presidente.

A sequência de números e de tantos cargos provavelmente tornará o processo de votação mais lento, tendo em vista que muitos eleitores encontrarão dificuldades para votarem com agilidade.
Preocupado com o problema, o próprio Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski não só liberou como recomendou que os eleitores anotem os números de seus candidatos e levem a "cola" para a cabine de votação, com vistas a facilitar a digitação dos números sem maior problema. Lembra-se que para Senador o eleitor votará duas vezes, tendo em vista serem duas vagas a serem preenchidas para o Senado Federal.
É o momento verdade para cada eleitor que em que pese toda a propaganda eleitoral, o mesmo deverá refletir e votar segundo a sua consciência. A Democracia possibilita o importante momento de decidirmos livremente quem queremos como nossos representantes. A decisão é soberana e de cada um. Nunca é demais lembrar que temos os governantes que escolhemos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fim de Noite: "Vida"



".. não é preciso uma verdade nova, uma aventura, pra encontrar nas luzes que se acendem um brilho eterno, e dar as mãos e dar de si além do próprio gesto e descobrir feliz que o amor esconde outro universo". Inegável que o compositor e cantor Fábio Júnior estava inspiradíssimo ao compor esta letra super humanizada. O compositor de "Pai", desde então, já demonstrava que suas composições iam além de músicas apenas românticas. No vídeo acima, "Vida" é cantada pelo padre cantor Fábio. A letra, repito, é um convite à reflexão sobre a vida.

Ficha Limpa só depende do STF















Ministros Cesar Peluso e Carlos Ayres Britto, presidente e vice-presidente do STF, respectivamente.

O ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) disse hoje, 9, que o plenário da Corte "tem possibilidade" de julgar a constitucionalidade da Lei Ficha Limpa antes das eleições de 03 de outubro próximo.
Peluso disse ainda que a decisão tomada ontem, 8, pelo ministro Carlos Ayres Britto, vice-presidente do STF, que julgou improcedente a reclamação do candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz, não significa uma sinalização do julgamento da constitucionalidade do Ficha Limpa pelo Supremo. "Não é sinalização de nada. É simplesmente a postura do ministro que deu a decisão", afirmou Peluso, referindo-se a Ayres Britto.
É compreensível a expectativa em torno do julgamento da constitucionalidade da referida lei, tendo em vista os políticos condenados que aguardam os recursos a serem julgados. Joaquim Roriz, Jáder Barbalho, Paulo Maluf entre muitos outros esperam um julgamento favorável a seus pleitos de poderem participar da próxima eleição. Muitos dos impetrantes de recurso já foram condenados pelas três instâncias anteriores entre elas o Tribunal Superior Eleitoral.
O detalhe é que a condenação de um deles significará a condenação de praticamente todos, pela jurisprudência criada sobre o tema.
A expectativa da opinião pública é a de que as instâncias do Judiciário tenham decidido de forma correta e que mereçam do STF a confirmação de suas sentenças.
O detalhe a ser destacado é que, ainda que a Corte máxima do país, o STF, frustrar essa expectativa, o eleitor democraticamente transformado em juiz no dia 03 de outubro, na urna, terá a possibilidade de fazer justiça com as próprias mãos, nesse caso, no melhor sentido da palavra, ou seja, fazendo prevalecer sua vontade e convicção democrática, decidindo se querem fichas sujas ou limpas como seus legítimos representantes. Ôlho vivo.

"RN" NO JORNAL NACIONAL




O Jornal Nacional de hoje teve início com belas imagens do Rio Grande do Norte mas com estatísticas negativas sobre o estado no tocante a qualidade de vida, baixíssimo índice de saneamento e dados negativos sobre a criminalidade. Em seguida o repórter Ernesto Paglia mostrou o município de São Gonçalo do Amarante, focalizando inclusive o aeroporto cuja construção teve início há mais de dez anos mas que, paralisada a construção, tem apenas a pista ainda inacabada.
O destaque histórico ficou por conta do Massacre dos Mártires de Uruaçu, em 1645, que marcou a luta pela expulsão dos holandeses. Um momento marcante da história de São Gonçalo do Amarante, do estado do Rio Grande Norte, do Brasil. Entrevistado, o professor Luiz Eduardo,mais conhecido como Coquinho, deu uma verdadeira aula de história local ao repórter do projeto "JN no AR".
De qualquer maneira a visibilidade do RN proporcionada pela exibição no mais importante jornal da televisão do país é significativa.

Tudo por um voto



Aparentemente, nada anormal. Afinal são dois homens em uma moto, se locomovendo de um lugar para outro. Até aí, tudo bem. Mas não é bem assim. A imagem e didática. Há outras semelhantes principalmente no objetivo do registro fotográfico. Serra usando chapéu de couro (nordestino), Dilma fazendo omelete de ovo em programa de TV popular e outras excentricidades sem limites por aí.
Mas a mensagem que fica em uma foto de Garibaldi, senador da República, ex-presidente do Congresso Nacional na "garupa" de uma moto no interior, é a de que eles, literalmente todos eles, são capazes de tudo por um voto. Mas somente nas eleições. A pergunta que não quer calar: se, por se considerarem seres humanos normais, não são assim durante todo o período do mandado, 4 ou 8 anos? Outra: por que a "popularidade" só acontece de maneira exacerbada e manifesta em épocas de eleições? A resposta é óbvia e por respeito à inteligência de alguns possíveis leitores do Blog, deixamos que cada um formule a sua própria resposta.
Mas que a foto é emblemática, é. E não há preconceito nenhum sobre andar de moto. Meu filho tem uma que vivo insistindo para ele abandoná-la, mas tão somente por um motivo. A insegurança no trânsito para o tipo de veículo: a moto. Garibaldi, em campanha, não está nem aí. Vale tudo mesmo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Fim de Noite: "Sol de Primavera"




"... Já choramos muito, muitos se perderam no caminho, mesmo assim não custa tentar uma nova canção que venha nos trazer sol de primavera". O Fim de Noite de hoje traz "Sol de Primavera" com o violonista, cantor e compositor mineiro, Beto Guedes. A composição do vídeo ilustra uma época em que em função da censura por conta do regime militar, os campositores recorriam às metáforas para expressar visões políticas libertárias. Com talento, eles conseguiam unir a mensagem inteligente a belas melodias que se confundiam com recados românticos, conseguindo resultados como esta bela canção. Ligue o som e boa noite.

Lei Ficha Limpa: a mais importante iniciativa popular do ano




A Constituição Federal de 1988, considerada uma Constituição cidadã pelo saudoso deputado federal Ulisses Guimarães, teve o inestimável mérito de ampliar direitos e garantias individuais e coletivas no país. Entre grandes avanços democráticos destaca-se inegavelmente a prerrogativa dos brasileiros de ter acesso ao Poder Legislativo federal representado pelo Senado Federal e Câmara dos Deputados e assim propor novas leis.
A primeira e importante iniciativa foi o projeto de lei conhecido como Ficha Limpa. O que propõe uma justa e inadiável igualdade entre os brasileiros. O cidadão comum para participar de qualquer concurso público, passa pela exigência de apresentar "folha corrida" ou Atestado de Bons Antecedentes fornecido pelos órgãos de Segurança Pública. Enquanto isso, quase a metade dos parlamentares brasileiro tem processos em andamento nas várias instâncias da Justiça brasileira. Muitos já condenados nas três instâncias do Judiciário, mas continuavam se candidatando ou exercendo algos cargos públicos sem nenhum problema.
Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula, a Lei Ficha Limpa transformou-se em importante precedente para que a população brasileira participe efetivamente da política partilhando responsabilidades e colaborando efetivamente para a melhoria da vida dos brasileiros, através de iniciativas como esta que contribui para a moralização das práticas políticas no país.
Basta que o Supremo Tribunal Federal não contrarie o legítimo anseio da grande maioria dos brasileiros.
Outros importantes temas de interesse nacional devem ser colocados em pauta e propostos. Vitória da cidadania.

Insegurança jurídica no Brasil: "À meia noite violarei o teu sigilo"


















Como brasileiro medianamente esclarecido este humilde blogueiro acredita no poder das palavras como ferramenta de cidadania. Em um regime democrático, as palavras podem mais do que o poder destrutivo dos canhões. O senso crítico construtivo deve acompanhar de maneira fiel nossas reações e até nosso inconformismo cívico. É o que faz por exemplo, a combativa jornalista Marli Gonçalves em mais um irretocável texto, abaixo, sobre a inegável insegurança jurídica que norteia a vida dos cidadãos comuns, principalmente os envolvidos democraticamente na política partidária. O indiscutível aparelhamento político partidário do país propicia abusos de poder e desmandos próprios de quem tem projeto de poder e não projeto de governo. De qualquer forma, o que não se pode é perdermos a nossa capacidade de nos indignarmos, sob pena de alimentarmos cada vez mais impunidade e a falsa certeza de que eles podem tudo. É razoável que acreditemos que as grandes e importantes transformações de uma nação passam necessariamente pelo envolvimento dos seus cidadãos através de participação efetiva no processo político do país. Neste particular, a frágil Democracia no Brasil possibilita, ainda, avanços de ações de cidadania. A Lei da Ficha Limpa, de iniciativa popular (mais de 1 milhão e 700 mil assinaturas), demonstra que a atual Constituição garante direitos do cidadão. Vale a pena refletir sobre o que escreveu a jornalista Marli Gonçalves:

"À meia noite violarei o teu sigilo"

"Parece filme de terror, com a ameaça à espreita. Estamos virando um país de bandidos. Vivemos cercados de ameaças travestidas de oportunidades e o clima pesa, trazendo um desconforto quase insuportável, sufocante tanto quanto o ar seco e poluído. O frio sem hora, o calor que vai e vem. Todos viramos reclamões. Nada está exatamente bem. Algumas coisas estão péssimas. E, sinceramente, anda difícil respirar e relaxar.


Sai mês, entra mês e a gente só vê as coisas piorarem para o nosso lado. As contas fazendo pressão, vazando para dentro na soleira pelo vão da porta, pagando serviços ruins, incompletos, muito caros. Culpa do sistema. Caiu o sistema. O sistema está lento. Um momento, por favor! Sua ligação está sendo gravada a partir deste momento. Anote o protocolo, nº 361.354.861.751.744.2551.211-2010N.

Só por aí já descobrimos que somos milhões reclamando!Trilhões de vezes. Como compensação moral, essas companhias todos os anos lideram as listas de piores serviços, e ganham como "maior número de denúncias". O que eles devem gostar. Só podem. E sabe por causa do quê? Como é que você vai se livrar deles? Só mudando de país, ou virando eremita. Temos que enfrentá-los no meio das barbaridades e modernidades. Telefônicas, operadoras de tevê a cabo, seguros-saúde, seguros-computador-celular-casa, seguros obrigatórios, companhias de luz, gás, água e esgotos, cartões de crédito. Vai! Encara! Vai ficar sem luz, sem gás, sem comunicação, na fila do SUS. Vai se fornicar todo.

Por exemplo: fica sem pagar um mês. Algumas destas, em 15 dias já terão cortado as suas libertárias asinhas de consumidor. Outras cobrarão juros tão extorsivos que você logo sentirá o que é ser escravo. Sem documentos, sem lenços, nome no SPC, BNH, INAMPS, BC, BB, JC, TJ, TS, ST, SJ, no BIBIBI e no BOBOBÓ.

Vamos ao ponto: e as informações a seu respeito - de todo esse mundo paralelo - estão aí, nesse meio, rolando entre eles, nos cadastrando, vendendo nossos endereços e hábitos e nos taxando. Onde, raro, houver concorrência, sempre tem a hora que eles passeiam de mãos dadas. A piada que no futuro "não poderíamos ligar para pedir uma pizza de calabresa porque o atendente teria nossa proibitiva ficha médica" é só uma piada. Se puderem, venderão a pizza casada com uma promoção imperdível de remédios para o colesterol alto, uma lixeira para o descarte da embalagem que, cortada, valerá um bônus para uma sobremesa. Topam tudo por dinheiro.

Por outro lado, no Governo, no Estado, no que deveria ser a nossa garantia, estamos fichados, oficialmente. Tento fazer você entender melhor como as coisas estão funcionando. Mal. Quando um Governo é descoberto USANDO o sigilo fiscal, do Imposto de Renda, do Leão, da Receita Federal, o escambau contra QUEM QUER QUE SEJA, é grave. Muito grave. Gravíííííssimo! Quando a gente fica sabendo que - pior! - alguns desses mesmos dados estão sendo vendidos nas esquinas do comércio popular, em CDs a "10 real" já nem acredita. Mas, se o cara tiver más intenções, corre lá para comprar, para locupletar-se também.

Estamos virando um país de bandidos? Onde bandido vota em bandido porque, afinal, também quero uma boquinha? Onde se fecha os olhos para a censura? Onde se desrespeita os direitos mais fundamentais e tudo bem porque (ainda) não é com você?

Muito mais do que dizer "somos todos Francenildos". Ou "somos todos essa tal de Verônica Serra". Estamos sendo é todos otários, idiotas, monitorados, dependentes, enrolados, controlados e usurpados.

Falei claramente? Com certeza, melhor do que os caras andam fazendo na televisão, imbuídos de seus ares sérios, sorrisos falsos e com seus terninhos bem cortados. Que falam termos que eu bem queria saber como são exatamente entendidos na linha final, onde autoritário é positivo; ser chefe. E o popular se confunde entre a palhaçada e a vitória do pobre. Onde poucos sabem o sentido e a forma das leviandades, muito menos das palavras.

É poste, sabonete, lideranças - tudo sendo vendido em embalagens que nós mesmos fornecemos as dicas - escuta só. Se tanto falam em pai e mãe, é porque devemos estar mesmo órfãos e eles querem nos adotar, nos dando doces, prometendo educação, saúde, a transposição do rio São Francisco, o trem-bala de chupar otário, crack só na Bolsa, coisas PACas. São as novas dentaduras, óculos, muletas. Compram (ou vendem) seus votos com base nas ilusões da maioria. Um jogo de espelhos, tendencioso.

Nada disso é novidade no mundo do papagaio de botinas, encarnado em maioral, e sua turma, cada vez avançando mais em áreas sensíveis, inclusive nos subterrâneos, dos mares. E da liberdade. Tudo muito flex, muito Filme B, chanchada. O empresário rico distribui bondades, faz implante de cabelo e fala em filosofia; já não tem mais a carcamana figura de Abílios, Samuéis, Hermínios.

Cuidado: filmes de terror costumam ter corvos disfarçados em outros pássaros, manos infiltrados. Bruxas que viram lindas princesas. Sapos barbudos que viram ditadores encastelados. Beijos e abraços de morte. Perigo a cada porta ou gaveta que se abre, e eles arrombam! Filmes de terror mostram experiências, inclusive com o sangue dos vampiros, que um dia explodem, levando o laboratório aos ares. Filmes de terror também trazem fantasmas que se levantam de seus túmulos, ectoplasmas, ou seres imortais, ressuscitados da lama e do pântano.

Está certo. OK. A sorte é que nem todas as mocinhas estão distraídas tomando banho no chuveiro e que há ainda cavaleiros e mineiros empreendendo batalhas, como Quixotes.

E, dizem, não há mal que sempre dure.

São Paulo, Central do Brasil, 2010, ou 5771



• (*) Marli Gonçalves é jornalista. Sabe que todo mundo, no fundo, tem um sigilo que teme ser quebrado. E que ninguém gosta de ser refém. "
Transcrito do site de Claudio Humberto.

sábado, 4 de setembro de 2010

Fim de Noite: "Lady"




"Dama... há algo que eu quero dizer: você é o amor da minha vida". Em geral as baladas americanas tem uma melodia que agrada muito, mesmo para quem não consegue traduzir as letras. Fazendo a linha romântica, sem preconceitos, o Fim de Noite de hoje traz o cantor texano, nascido em Houston, Kenny Rogers, com "Lady", traduzida para melhor percepção da letra e música. É só ligar o som, cantar e se apaixonar. Boa noite!

Leitura Dinâmica: "Porque os sonhos nos ajudam a viver melhor"





Porque os sonhos nos ajudam a viver melhor

A ciência revela que sonhar deixa a memória afiada, ajuda a lidar com as emoções e nos treina para os obstáculos da vida real

Rachel Costa e André Julião

Fechar os olhos, relaxar, dormir, sonhar. Um ritual comum, diário, banal até. E que, no entanto, como começam a revelar as mais recentes pesquisas da neurociência, é vital para nossa sobrevivência e tem impacto profundo na qualidade de vida. De acordo com os estudos, para viver melhor, é preciso sonhar. Os sonhos exercem funções biológicas fundamentais na evolução da nossa espécie: eles aprimoram a memória, ajudam no aprendizado, nos auxiliam a resolver nossa vida emocional e servem como treino para nos preparar para os desafios do dia a dia.

Na história da humanidade, é a primeira vez que os sonhos alcançam uma dimensão dessa magnitude. Desde as primeiras civilizações, buscamos entender o significado das imagens e das emoções experimentadas durante o sono – às vezes prazerosas, às vezes apavorantes. Explicações variadas já surgiram, inclusive. Grande parte delas relaciona-se a interpretações místicas, colocando o sonho como uma forma de nos relacionarmos com o divino. Também já são conhecidos episódios famosos que o colocam como fonte de inspiração para a criação. A escritora britânica Mary Shelley idealizou o personagem Frankenstein depois de sonhar com ele. O químico russo Dmitri Mendeleiev organizou os elementos químicos na tabela periódica depois de vê-la em um sonho. Paul McCartney sonhou com a música “Yesterday” e a compôs assim que acordou. E o pintor surrealista espanhol Salvador Dali desenvolveu uma técnica em que usava seus sonhos para fazer seus quadros. Não por acaso, o tema estimula mentes criativas e aparece com frequência em todos os tipos de arte, como no recente sucesso cinematográfico “A Origem”.

Porém, o entendimento mais profundo dos sonhos só começou a ganhar fôlego a partir de Sigmund Freud. Seu livro “A Interpretação dos Sonhos”, lançado há 110 anos, representou um marco e lançou as bases da psicanálise. Pelo entendimento do médico austríaco, os sonhos eram um modo de manifestação dos desejos reprimidos.

Somente agora, no entanto, com os progressos da neurociência, compreende-se muito mais seu papel real na vida cotidiana – a prática e a emocional. O primeiro passo para a guinada foi a descoberta, por meio de eletroencefalogramas, de que durante o sono a atividade cerebral não se mantém constante. Ondas cerebrais lentas são sucedidas por curtos períodos de ondas mais aceleradas, acompanhadas por rápidos movimentos involuntários dos olhos. É o chamado sono REM (do inglês “movimento rápido dos olhos”). Constatou-se, posteriormente, que, durante esse período mais agitado, o fluxo sanguíneo cerebral se intensifica e uma série de imagens toma conta do cérebro. É o nascimento dos sonhos.

A partir dessa descoberta, outras foram surgindo, associando o sono à consolidação das memórias. Observava-se, por exemplo, que a privação de sono atrapalhava o aprendizado, mas não se explicava exatamente como. Ainda foram necessárias muitas outras pesquisas para se chegar à equação que relaciona a memória aos processos desencadeados no cérebro durante as duas fases do sono.

Para resolver esse enigma, os cientistas precisaram entender o modo como o cérebro define, em meio ao turbilhão de novos conteúdos ao qual é exposto diariamente, o que será guardado. Uma nova informação só se torna uma memória de longa duração se passar pelo crivo de nossa mente, que precisa considerar aquilo significativo e, portanto, digno de ser lembrado. “O que não é importante é esquecido”, explica o psicólogo Rafael Scott, doutorando em psicobiologia pelo Instituto Internacional de Neurociência de Natal (IINN), no Rio Grande do Norte. Selecionado o que deverá permanecer, essas lembranças começam a ser ligadas a outras, mais antigas. É esse processo que lhes garante permanência. “Nossa memória funciona por meio da formação de redes associativas de significado”, diz o cientista Sidarta Ribeiro, um dos fundadores do IINN. “Quando você era criança, aprendeu que rosa era uma flor. Depois descobriu que também era uma cor. Quando foi para a escola, teve uma coleguinha chamada Rosa. Mais tarde, descobriu o escritor Guimarães Rosa e que essa mesma palavra também poderia ser o nome de um livro de Umberto Eco – “O Nome da Rosa”, exemplifica.

Mas o que o sonho tem a ver com esse processo? “É nos sonhos que as experiências importantes vividas durante o dia estão sendo associadas às memórias passadas”, explicou à ISTOÉ Robert Hoss, presidente da Associação Internacional para o Estudo dos Sonhos e diretor-fundador da Fundação DreamScience. Ou seja: o sonho é fundamental para que essa rede de associações seja tecida. Ele permite a migração daquilo que aprendemos durante o dia e que está no hipocampo – região do cérebro responsável pela aquisição de novos conhecimentos – para o córtex cerebral, onde é armazenado. “É como se fosse o movimento das marés”, compara Ribeiro. A maré cheia corresponde à fase em que as memórias atingem o córtex e, ao “esvaziar”, deixa o hipocampo livre para novos aprendizados. Ao construir essa teia, símbolos diferentes se mesclam de acordo com sua significação ou com as emoções a eles associadas. “É por isso que, no sonho, a pessoa Rosa pode aparecer significada como o escritor: todos estão dentro da mesma rede de associações”, esclarece o cientista brasileiro.

Extraído da revista "Istoé", edição nº 2130.

As manchetes das revistas no fim de semana



Capas meramente ilustrativas. As manchetes reais são as seguintes:

Veja: "O partido do polvo" - Sobre os últimos fatos políticos, como a quebra do sigilo fiscal de candidatos e parentes.

Istoé: "Sonhos - como usá-los na vida real".

Época: "A cartada de Serra" - Sobre a quebra do sigilo fiscal de sua filha"

CartaCapital: "O império vacila" - Sobre a retirada das tropas dos Estados Unidos no Iraque.

Charge: muita sujeira na roupa dos políticos



Charge: Ivan Cabral

Pensando bem, a senhora lavadeira tem razão de sobra. E também claro senso crítico, ao responder ao filho que com direito a toda inocência própria de sua idade, até que em sua boa fé tentou ajudar a sua mãe, sugerindo mais trabalho. A sujeira é grande. Mas uma grande sacada do competente chargista areia-branquense Ivan Cabral. Um mestre do lápis e da criatividade.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Fim de Noite: "Cadeira vazia"



"...não te darei carinho nem afeto, mas pra te abrigar podes ocupar meu teto, pra te alimentar podes comer meu pão". Uma composição com este teor só poderia ter a inspiração do mestre Lupiscinio Rodrigues,compositor gaúcho em parceria com Alcides Gonçalves. O Fim de Noite desta 5ª vem de "Cadeira Vazia", interpretada de forma irretocável pela Diva da música brasileira Elis Regina, em um dos momentos especialíssimos da televisão brasileira. Ligue o som e boa noite!

STF decide: Liberdade para rir, inclusive dos políticos



O bom senso prevaleceu. "Vedar o humor: isso é uma piada", afirmou o ministro Ayres Britto, citando frase atribuída ao presidente do Superior Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso.
Pela decisão do plenário, continua suspenso por prazo indeterminado o inciso 2 do artigo 45 da Lei das Eleições (9.504 de 1997), que veda, a partir de 1º de julho de ano eleitoral, "trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação".
Continuo achando que em meio a tantos processos importantes que tem consequências diretas com a vida dos brasileiros, o Supremo Tribunal Federal tenha que se ocupar de julgar recursos ridículos como esse da proibição de rir dos políticos.
Eles é que precisam levar a política a sério, se querem ser tratados com seriedade. Enquanto isso, Tiririca continua fazendo a festa em São Paulo, dando mais Ibope que o senador petista Aluizio Mercadante, candidato ao governo de São Paulo e pertencente a coligação que tem o humorista candidato a deputado federal pelo PR - Partido da República.

Ficha Limpa expõe dois tribunais: STF x TSE


















O julgamento nos próximos dias pelo Superior Tribunal Federal (STF) dos recursos impetrados por candidatos fichas sujas condenados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelará a sintonia ou não entre os tribunais superiores específicos e a instância máxima do Judiciário, o Supremo Tribunal Federal.
Os recursos decorrem de condenações nas três instâncias do Poder Judiciário: Juizados Eleitorais (no município), Tribunal Regional Eleitoral (na capital de cada estado) e no Superior Tribunal Eleitoral, em Brasília.
Cresce a expectativa em torno de tais julgamentos, pelo fato dos recorrentes (candidatos fichas sujas) terem sido condenados nas três instâncias. Estranho será que todos os Juízes, Desembargadores e Ministros estejam equivocados na aplicação da lei eleitoral, considerada de não muita complexidade.
Uma decisão contrária do Supremo Tribunal Federal desmoralizará de vez o Tribunal Superior Eleitoral e demais instâncias inferiores.
Há de se destacar que os ministros que compõe o STF também fazem parte do TSE e lá, a maioria votou a favor da validade da Lei Ficha Limpa para as eleições de 03 de outubro.
De origem popular, a Lei Ficha Limpa significou uma inequívoca vitória da cidadania que tenta ajudar a moralizar a política partidária no país. Será uma grande frustração para os brasileiros ver a suprema Corte judiciária votar contra os anseios de mais de 1 milhão e 700 mil cidadãos que assinaram o abaixo assinado pedindo a aprovação da lei e sua validade imediata.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

TSE confirma decisão do TRE: mantido o cartão vermelho para Roriz




Saiu no site "congressoemfoco":

Por maioria dos votos - seis a um -, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barraram a candidatura ao governo do Distrito Federal de Joaquim Roriz (PSC) com base na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10). A corte confirmou a decisão anterior do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), que também negou a inscrição de Roriz por conta da renúncia ao mandato de senador em 2007. Eles acompanharam o voto do relator do caso, Arnaldo Versiani, ao não aceitar o recurso apresentado pelo ex-governador do DF. Cabe recurso da decisão ao próprio TSE e, depois, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a decisão, os ministros afastaram a última dúvida que recaía sobre a Ficha Limpa: a questão da renúncia. Agora, já está assentado que, ao deixar o mandato para escapar de um processo por quebra de decoro, o político, seja parlamentar ou chefe de Executivo, está inelegível por oito anos contados após o fim do mandato, na interpretação dos ministros do TSE. Roriz pode, por enquanto, pode continuar sua campanha no rádio e na televisão, assim como o corpo a corpo nas ruas. Os advogados do ex-governador já adiantaram que vão recorrer ao STF.

Notado Blog:
Em um raciocínio leigo deste blogueiro, entendo que as quatro e não três instâncias do Judiciário brasileiro existem com o objetivo de preservar o mais amplo direito de defesa de qualquer condenado pela primeira instância. Perfeito o espírito da lei no sentido de garantir aos réus a possibilidade de corrigir eventuais equívocos ou injustiças.
Há processos extremamente simples e também altamente complexos em seus méritos a serem julgados. Mas convenhamos, no caso específico citado acima, o réu foi condenado inicialmente na primeira instância, tendo a sentença sido confirmada no Tribunal Regional Eleitoral e por fim novamente mantida pelo Superior Tribunal Eleitoral, em crime eleitoral previsto na legislação.
Não dá para imaginar que as três instâncias representadas inicialmente por um juiz, depois por um colegiado no tribunal regional e finalmente por outro colegiado em um tribunal superior, tenham cometido injustiças contra o réu ex-governador Joaquim Roriz. É verdade que a Lei Ficha Limpa não foi suficientemente clara em alguns aspectos e deixou "brechas" para os "espertos" advogados que proliferam no Distrito Federal de Brasília, mas o texto não é tão complexo assim que tantos doutores das três instâncias não conseguissem formar uma opinião e baseado nela decidirem.
O próximo recurso (sempre os recursos) será julgado pelo Supremo Tribunal Federal, que tem em seu corpo de ministros, os mesmos que já o julgaram no Tribunal Superior Eleitoral.
É esperar para ver.

Crianças no carro, só nas cadeirinhas



Agora é lei. O Código de Trânsito Brasileiro prevê que a partir de hoje, em todo o Brasil, crianças de até 7 anos e 6 meses somente poderão serem transportadas em carros de passeio se acomodadas em suas cadeirinhas específicas para cada idade.
Crianças de até 1 ano devem ser transportadas no bebê-conforto. Entre 1 e 4 anos, o lugar correto para acomodá-las é em cadeirinhas com encosto e cinto próprios. Os assentos de elevação, que utilizam o cinto de segurança do carro e evitam que ele fique na altura do pescoço da criança, podem ser usados para as de 4 a 7 anos e meio. Acima dessa idade ou a partir de 1,45 metro de altura, o uso do cinto de segurança continua obrigatório.
O motorista que descumprir a resolução ficará sujeito a multa por infração gravíssima, prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro. Isso significa o pagamento de 191,54 reais, a perda de 7 pontos na carteira de habilitação e a retenção do automóvel até a instalação do equipamento.
Essas regras não se aplicam aos veículos de transporte coletivo, aos de aluguel, aos táxis, aos veículos escolares e aos demais veículos com peso bruto total superior a 3,5 toneladas.

Nota do Blog:
Todas as medidas que tenham como objetivo preservar a vida humana devem ser bem recebidas por todos. No entanto, algumas observações acredito serem pertinentes. O Governo ao estabelecer a norma jurídica, deve ter se fundamentado em dados sobre acidentes automobilísticos envolvendo crianças. O automóvel há muito deixou de ser um bem de luxo para se transformar em um instrumento de trabalho para muitos, inclusive os de renda relativamente baixa. Considerando a especificidade da lei, será necessária a compra de 3 tipos de cadeiras por criança, a um custo provavelmente insuportável para muitos pais. Não são poucos os casos de famílias com dois ou três filhos com idade de até 7 anos, faixa de idade visada pela obrigatoriedade, que terão dificuldades intransponíveis para atender à exigência legal, mas com a necessidade de transportar seus filhos.
O caráter punitivo existente na lei é outro detalhe. Esses fatores certamente contribuirão para as inevitáveis situações em que multados, alguns motoristas buscarão, na impossibilidade de arcar com tais custos de multas, aderir a tentativas de corromper o zeloso guarda de trânsito.
Outro aspecto é que sequer o mercado se preparou para atender à demanda de cadeirinhas, considerando os três modelos.
Lembram da exigência do duvidoso, ilegal e ineficaz kit de primeiros socorros há alguns anos.
O problema reside na elaboração de leis cuja aplicabilidade não é devidamente avaliada, transfomando-se tão somente em instrumentos punitivos para os brasileiros, sem a eficácia pretendida.
Mais um monstrengo criado pelos senhores legisladores de Brasília. Em 03 de outubro, vale a pena pensar nisso, ao eleger os próximos representantes e que legislarão pelos próximos quatro anos.
Lembram

PROPAGANDA POLÍTICA GRATUITA? O POVO É QUEM PAGA!



Na telinha de sua TV, o eleitor desavisado ou de muito boa fé, vê "Horário Eleitoral Gratuito". Não é verdade. Somente nesta eleição, ela custará algo em torno de um bilhão de reais. Não há erro na informação. Um bilhão de reais é que nós, contribuintes, pagaremos através de impostos, para ouvir e ver as absurdas e não cumpridas promessas dos políticos candidatos e as brincadeiras de mau gosto com a cara do eleitor brasileiro. A Lei das Eleições (9504/97) regulamenta a presença dos candidatos na propaganda eleitoral. Na prática, já existe o financiamento público das campanhas eleitorais.
A propaganda eleitoral poderia sim ser um instrumento de debates sérios e discussões importantes sobre o graves problemas do país. Infelizmente não é.
Pagamos para ver e ouvir, por exemplo, Tiririca falar que "pior do que está, não pode ficar." E arremata o divertido humorista: "Vote em mim, abestado!"
É o Brasil, hoje.