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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eleições 2010: uma eleição bastante confusa




Aos trancos e barrancos, o processo eleitoral caminha para o momento decisivo neste 3 de outubro, domingo próximo. O "modus operandi" dos candidatos se repetiram como aliás tem ocorrido em todas as eleições. Falsas promessas e projetos mirabolantes não faltaram aos discursos da totalidade dos candidatos. Uma lei eleitoral confusa levou alguns candidatos aos tribunais e por fim à Corte máxima da Justiça brasileira, que decidiu não decidir sobre a Lei Ficha Limpa, por exemplo. Dedicou-se a mesma Corte a julgar causas menores como a obrigatoriedade de portar ou não o título de eleitor ao comparecer às urnas para votar.
Enfim, um processo eleitoral com muitos casuísmos. Mas nada será tão decisivo, óbvio, do que o ato cidadão de exercer o direito legitimo e democrático de escolher atrvés do voto, quem deverá representá-lo nos parlamentos e gestões federal e estadual.
Sobre o confuso processo eleitoral, vale a pena a leitura do que escreveu a jornalista roseana Kennedy.

"A eleição da confusao

Dizer que esse processo eleitoral está marcado pela insegurança jurídica virou obviedade. Mas, me desculpem, não vou parar de reclamar. É que para tornar a situação ainda mais complicada e deixar o eleitor ainda mais zonzo, estamos de cara agora com mais uma confusão: a nulidade dos votos dos candidatos que tiveram registro de candidatura negado.

É bem verdade que a regra já existe desde a eleição passada. Mas, naquela ocasião, eram registrados casos isolados, que não tumultuavam tanto o resultado do pleito. A maioria dos recursos já tinha sido julgado no dia da votação. Este ano, porém, por causa da Lei da Ficha Limpa, os tribunais terminaram ficando muito mais enforcados de processos e, para piorar, esbarraram na dúvida da validade da lei.

Então, o que vai ocorrer neste domingo é que o término da apuração poderá apontar alguns vencedores, mas depois que os recursos forem julgados, o quadro de eleitos vai sofrer alteração. Como não há previsão de quando o Supremo Tribunal Federal concluirá o julgamento da Lei da Ficha Limpa, então a população deverá demorar para conhecer alguns reais resultados.

Para você, leitor, ter noção do tamanho do problema, veja o que pode ocorrer no caso das candidaturas rejeitadas. Na disputa ao Senado, a mudança é simples. Entra na vaga o mais votado na sequência. Na eleição proporcional para deputados, como os votos são computados por coligação e calculados com um quociente eleitoral, a alteração no nome de um eleito pode derrubar vários outros candidatos. No caso dos governos estaduais, a complicação é ainda maior porque fica a pergunta: quem irá para o segundo turno?

A verdade é que nem os ministros nem os especialistas têm consenso ainda sobre o que deve ocorrer e a pressão vai ser ainda maior para que esses casos mais complexos sejam julgados rapidamente.

Em tese, a assessoria do Tribunal Superior Eleitoral já adianta que se o candidato impugnado tiver 50% dos votos mais um, como a votação será considerada nula pela justiça, então será necessário fazer outra eleição.

* Roseann Kennedy é comentarista política da rádio CBN. De segunda a sexta, escreve esta coluna para o Congresso em Foco"

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