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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Cidadão Natalense: um título banalizado



Presidente da CMN vereador Edivan Martins entrega título ao vice-presidente Michel Temer

No Brasil é prerrogativa constitucional dos parlamentos estaduais e municipais a concessão de título de cidadania a homens públicos e da iniciativa privada. Entre os critérios para a titularidade destaca-se que o agraciado tenha relevantes serviços prestados ao município ou ao estado.

Nos últimos anos, o número de concessão de títulos natalenses tem crescido sem o indispensável reconhecimento pela opinião pública da legitimidade da comenda. Suas excelências deputados e vereadores tem sido exageradamente generosos como quem competindo quem mais propõe a concessão dos referidos títulos.

No caso específico da cidadania natalente, o blog em uma rápida pesquisa detectou seis concessões que merecem observações distintas. Dos seis, três são indiscutivelmente incontestáveis: Maurílio Pinto, delegado de polícia; Miguel Nicolelis, neurocientista e Lavoisier Maia, ex-governador, ex-senador e ex-deputado estadual. Não há como deixar de reconhecer a importância da enorme prestação de serviços dos mesmos cada um em sua respectiva área de atuação.

Por outro lado, as concessões que justificam a generalização: músico e cantor Durval Lelys, cantora Margarete Menezes, ambos soteropolitanos, e recentemente o comentarista esportivo Milton Neves, natural de Muzambinho, Minas Gerais. É justo reconhecer o grante talento de ambos, os dois primeiros no mundo musical e o último, no meio esportivo nacional. Convenhamos, eventuais contribuições dos mesmos a Natal devem merecer o devido agradecimento formal. Mas não justificam tais concessões.

Há de se preservar o princípio constitucional da revelância da titularidade natalense, concedendo-a a quem realmente a mereça.

Se assim não for, de banalização passará à adulação, com as devidas desculpas pela rima.



Milton Neves, Margareth Menezes, Durval Lelys

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